Momento Orkut

(Ouvindo The Strokes)
Gente, eu sei que a maioria das pessoas que frequenta esse blog já está fazendo parte da panelinha virtual mais famosa e divertida do momento: o Orkut! Confesso que no início não tive muita vontade de fazer parte, porque achava que ia ser uma chatice só, tipo Friendster. Mas juro que me enganei triangularmente! O Orkut é muito legal! Tô viciadinha que só vendo!
No começo, eu surtei absurdo e fui linkando tudo quanto foi comunidade onde eu entrava. Agora já tô mais descolada no lance e "deslinkei" metade da lista, deixando só as mais legais e as que realmente têm a ver com as minhas finalidades no site. E, por incrível que pareça estou conseguindo aprender coisas positivas no meio do besteirol das comunidades! Tô trocando figurinhas com uma galera, que curte fazer camisetas e eles estão dando um monte de dicas e ensinando um monte de técnicas bacanas, que logo, logo estarei pondo em prática. Quem viver, verá! Pois é, estou vendo possibilidades reais de crescimento "hobbycional", que com empenho e vontade pode um dia se tornar "profi" mesmo.
E, por falar nisso, estou mexendo os hashis pra criar um site ou fotolog com as fotos das minhas criações pra que vocês possam ver e, se alguém tiver algum interesse, comprar também. Aguardem! Ahhhhh, aceito sugestões de toda a galera! Podem mandar o que quiserem, lícito ou ilícito que tá valendo!
À propósito, só pode fazer parte do Orkut quem for convidado por um integrante. Mas quem ainda não está lá, pode ficar tranquilo que qualquer dia aparece um convitinho pra você no email, vindo de um amigo, do amigo, do amigo, do amigo de qualquer um que já estava lá desde o começo. É assim que funciona! Um emaranhado de amigos que se confraterniza no Cyberespaço!
Escrito por Zorzze às 22h42
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Perfeição (Renato Russo)
Vamos celebrar a estupidez humana A estupidez de todas as nações O meu país e sua corja de assassinos Covardes, estupradores e ladrões Vamos celebrar a estupidez do povo Nossa polícia e televisão Vamos celebrar nosso governo E nosso Estado, que não é nação Celebrar a juventude sem escolas As crianças mortas Celebrar nossa desunião Vamos celebrar Eros e Thanatos Persephone e Hades Vamos celebrar nossa tristeza Vamos celebrar nossa vaidade Vamos comemorar como idiotas A cada fevereiro e feriado Todos os mortos nas estradas Os mortos por falta de hospitais Vamos celebrar nossa justiça A ganância e a difamação Vamos celebrar os preconceitos O voto dos analfabetos Comemorar a água podre E todos os impostos Queimadas, mentiras e sequestros Nosso castelo de cartas marcadas O trabalho escravo Nosso pequeno universo Toda a hipocrisia e toda a afetação Todo roubo e toda a indiferença Vamos celebrar epidemias: É a festa da torcida campeã! Vamos celebrar a fome Não ter a quem ouvir Não se ter a quem amar Vamos alimentar o que é maldade Vamos machucar um coração Vamos celebrar nossa bandeira Nosso passado de absurdos gloriosos Tudo que é gratuito e feio Tudo o que é normal Vamos cantar juntos o Hino Nacional A lágrima é verdadeira Vamos celebrar nossa saudade E comemorar a nossa solidão Vamos festejar a inveja A intolerância e a incompreensão Vamos festejar a violência E esquecer da nossa gente Que trabalhou honestamente a vida inteira E agora não tem mais direito a nada Vamos celebrar a aberração De toda a nossa falta de bom senso Nosso descaso por educação Vamos celebrar o horror De tudo isso - Com festa, velório e caixão Está tudo morto e enterrado agora Já que também podemos celebrar A estupidez de quem cantou esta canção Venha, meu coração esta com pressa Quando a esperança está dispersa Só a verdade me liberta Chega de maldade e ilusão Venha, o amor tem sempre a porta aberta E vem chegando a primavera Nosso futuro recomeça: Venha, que o que vem é Perfeição!
Escrito por Zorzze às 11h37
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A Moda Cazuza

Não sei se é só comigo que está acontecendo, mas nos últimos dias estou sendo cercada pela "onda Cazuza". Em todos os lugares parece haver um só assunto: Cazuza! É claro que isso está acontecendo devido ao enorme sucesso que o Filme "Cazuza - O Tempo Não Pára", que estreou em 11 de junho vem fazendo. O filme, de Sandra Werneck e Walter Carvalho, mostra (com restrições) a vida louca e breve que Cazuza teve entre 1981, início de sua carreira, até 1990, ano de sua morte pelo HIV. Mostra o sucesso no Barão Vermelho, o sucesso na carreira solo, as trangressões pessoais e profissionais, o envolvimento familiar e a exibição pública que foi sua luta contra o vírus da Aids.
Ainda não vi o filme, talvez esteja esperando a onda passar pra assim poder discutí-lo com pessoas que realmente tenham ido assistir pra relembrar a época e matar um pouco da saudade do ídolo. Afinal, o que tenho percebido é que agora todo mundo é fã de Cazuza! Todo mundo canta e consome Cazuza! Até a burguesia que ele chamou de fedida em uma de suas letras!!! Principalmente essa. Porém, essas pessoas só sabem o que foi exibido na tela do cinema e nada mais, só compartilharam da visão e sentimento da mãe (o filme foi baseado no livro - Cazuza - Só as Mães são Felizes, de Lucinha Araújo) e de amigos muito próximos que colaboraram com depoimentos. Poucas têm a curiosidade e o interesse de, depois de ver o filme, irem atrás de informações mais reais e completas sobre o cantor e compositor que muito influenciou os jovens dos anos 80. Cazuza foi um nome muito importante no cenário nacional nessa década, por suas letras que sugeriam rebeldia e transgressão. Mas não foi o único!!! E o maior medo que tenho dessa moda é que as pessoas passem a pensar que ele foi o único que mobilizou jovens em torno de questões políticas e sociais da época, ou o único que soube cantar o amor e realidades pessoais com poesia e sentimento.
O rock nacional teve seu apogeu exatamente nos anos 80 e meados dos 90. Bandas, de estilos diferentes, surgiam por todos os lados, e todas elas cantavam a situação política, moral e social do país e do mundo naquela época. Entre elas, destaco: Legião Urbana, Capital Inicial, Plebe Rude, Paralamas do Sucesso, Engenheiros do Havaí, Ira, Titãs (particularmente, Arnaldo Antunes e Nando Reis), entre outros. Cada um a seu jeito e cada um com sua importância. E a moda Cazuza está fazendo com que a importância individual do mesmo, mascare ou diminua a importância dos outros grandes nomes do nosso rock.
Atualmente temos pouquíssimos representantes de peso do bom e velho rock nacional. O que retrata (quem curte rock sabe disso há tempos!) a decadência de um estilo musical que dia após dia vem sendo substituído pelos "axégodes" da vida. E a única tristeza que sinto é ver que as pessoas estão cada vez mais influenciáveis e sem dicernimento cultural. O que pode fazer com que o próprio Cazuza caia no esquecimento daqui a dez anos quando alguém resolver lançar um filme sobre a vida de outro músico qualquer. E assim caminha a humanidade!
Escrito por Zorzze às 10h00
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